quarta-feira, 4 de maio de 2011

Crônicas de Dona Regina

Para quem carrega no peito o sentimento de maternidade
 Por Regina Padilha

 Porque é maio. Mãe, Mulher, Maria, Madalena, Madre. Porque é maio e neste momento, em algum lugar, haverá uma mãe chorando por seu filho, por motivações ambíguas, já que mãe chora pela dor dos filhos, mas chora igualmente diante da alegria deles.

Mães do Brasil, de Ribeirão Preto, da Praça de Maio, do Kosovo, do Senegal, de Londres , de Paris, de Lisboa, mães italianas, belas donas, mama mia, que importa? Todas essencialmente parecidas, por mais acentuadas que sejam as diversidades geográficas e culturais, unidas na determinação de fazermos de tudo por um sorriso dos nossos filhos.

Mães que multiplicam-se, verdadeiras malabaristas para cumprirem bem todos os papéis que lhes cabem, circulando com a mesma desenvoltura em escritórios, no hospital, na sala de aula, no consultório, nas lojas, no banco, na cozinha , na rua, no trânsito. Mães equilibristas, enquanto elaboram o plano de trabalho do dia seguinte, organizam também o cardápio, a geladeira, vão ao supermercado, fazem a barra da calça, arrumam a mochila, acompanham a realização da tarefa escolar, preparam o lanche, bem cedo, enrolando-o cuidadosamente em papel alumínio e nunca, nunca mesmo esquecem de lavar muito bem a maçã, que na maior parte das vezes nem será comida.

Mães que relacionam-se lindamente com seus filhos; mães cujos filhos afastaram-se delas sabe-se lá em que parte do caminho; mães angustiadas pela desarmonia na família; mães obrigadas a dizer não aos pedidos que lhes são feitos; mães que oferecem o seio esquálido a seus bebês, num gesto estóico para aplacar-lhes a fome; mães que têm a mesa farta e filhos ausentes; mães que preparam  a cama para o filho que não vai voltar; mães agradecidas a Deus por toda  a felicidade que possuem; mães cuja simples presença do filho faz da ocasião uma festa.

A partir do momento em que uma mulher descobre-se grávida, tem início uma linda história de amor, marcada pelos mais singelos detalhes do desenvolvimento do bebê, os “chutinhos na barriga da mamãe”, se possível testemunhados pela família inteira, o ultra-som muitas vezes já colocado em porta-retrato e depois do nascimento, o famoso” parece com quem?”

Para a família da mãe, é a carinha dela e claro, para a família do pai é ele quando pequeno, a cabecinha recendendo à lavanda Jhonson’s, os pezinhos pacotinhos de tão gorduchos, que não cansamos de beijar, o primeiro dentinho, a ida para a escola, as travessuras, as festinhas de aniversário com muito brigadeiro, as competições esportivas em que , faça chuva ou faça sol, lá está ela torcendo enlouquecida na primeira fileira, os namoricos, a formatura, as decepções  de um lado e as vitórias de outro, o casamento,  a vida profissional..., ufa, enfim a vida do filho é acompanhada de perto por ela, que se pudesse faria com que só as coisas boas acontecessem.

De verdade, não adianta disfarçar ou fazer pose, o que nos assemelha tanto, é que somos mesmo, todas, completamente loucas por eles ...

9 comentários:

Mi Vargas disse...

Pode ter acabado de nascer ou já estar até casada, filha(o) é sempre nossa bebê: pequena, gorducha; a pessoinha que desejamos proteger de tudo, sentir suas dores e doenças, estourar de alegria ao lado deles.
Amor que não se explica ou mede.
Feliz Dia das Mães Tia Regina! Parabéns pela filha linda que você tem!
Beijos

Toda Bossa é Prosa disse...

Linda Crônica com uma digna homenagem a responsável por nos dar a vida!! Falar de mamy é se emocionar. E lembrei da vovó que já não se faz presente e bateu aquela emoção forte. Porque a avó tb é uma grande mãe. E a minha é pra mim tudo. Totalmente insubstituível, presença presente até quando não está com a gente.
Como disse a Mi Vargas: Feliz Dia Das Mães D. Regina =), que seja um dia de amor e carinho, e parabéns mesmo pela obra prima que é a Ju.
Bjux Gde, Tati

Juliana Buosi disse...

Eu não sei o que dizer..
Tia Regina a sra. é o máximo.

Obrigada!

Bjos

Caixinha de Surpresa disse...

Sensacional...só estando na pele pra saber. tenho até medo de tamanho sentimento.

Jacqueline disse...

Suas palavras são lindas! Você soube traduzir em palavras algo divino...
E pelo dia daquelas que, se tomassem consciência da força que tem, poderiam realmente mudar o futuro do mundo,PARABÉNS!

Anônimo disse...

Obrigada minhas queridas pelo carinho.Este texto é minha homenagem à todas as mulheres que já são mães, que serão e para aquelas que têm um coração maternal, independente de ter ou não um filho.
Beijo à todas.
Regina.

Ju Padilha disse...

Mã,
achei esta crônica de fato muito linda!!! feliz em ser sua filha!!
beijinhos!

Amehlia Digital ® disse...

Que delícia, texto cheio de verdade e de amor...
Ser mãe é divino, eu creio!
Obrigada por partilhar Ju!
Um bejim procê e prá dona Regina =)

ps: tenho uma suculenta como a sua:
http://amehliadigital.blogspot.com/2011/02/0802-novo-tempo.html

Déborah disse...

ai ai aiii.. chorei!

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