segunda-feira, 25 de julho de 2011

Menina Prendada: Jacqueline Lyra

hoje o "menina prendada" vem muito especial...
entre tantas pessoas que cruzam nosso caminho diariamente, poucas são  aquelas em que um olhar abre um sorriso... numa festinha conheci o Pedro, que naquele momento não sabia que seria o "meu" Pedro... e com ele veio uma família imensa... mas a pessoa que mais passei a admirar, foi a Jackie, a mãe dele... pessoa muito especial, que faz cordel como ninguém e é puro talento... seu maior talento está na forma como encara a vida e isto transparece em seus trabalhos de patchwork... ser "menina prendada" não é uma questão de idade... mas uma forma de sonhar...
Jackie querida, muito obrigada por me receber com tanto carinho!


se você é também uma "menina prendada", envie um email contando sua história, será o maior prazer publicá-la aqui!

Isso foi lá pelos anos 70... Eu era uma menina, muito cheia de sonhos e muito sem juízo, embora eu soubesse que inteligência não me faltasse. 

Cresci cheia de mordomias, de facilidades, e sempre tive um gosto especial pela independência. Posso dizer que desde a infância eu já tinha um “Q” de rebeldia, bem natural naquela época. Tingir, cortar, amarrar, bordar e riscar suas próprias roupas era coisa de quem queria mesmo ser diferente, e isso lá eu queria... 

Logo veio um namorado, depois uma gravidez, seguiu-se um casamento apressado, e por conseqüência quase lógica, uma separação... tudo isso em 1 ano. A independência e os sonhos se foram, ficaram eu, o bebê, a TV e um trabalho em um Banco.  Aprendi muito rápido a dureza da vida e também muito rápido eu quis fugir dela...

Conheci um hippie e me agarrei em seu modo de vida como quem se agarra à uma bóia em meio a um mar revolto. Tive dias lindos, livres e felizes e aproveitava praa aprender de tudo um pouco. Mais 2 filhos e uma nova separação... Agora éramos 4. Meus ex-maridos, totalmente ausentes, desapareceram.

Daí então acho que me tornei artesã por teimosia...  Teimei em ficar em casa, teimei em ter tempo para os filhos, teimei em aprender a costurar, teimei em ser independente... Sou muito teimosa!

A cada momento me dedicava ao que pudesse nos dar condição de viver dignamente. Gostava de fazer bijouterias, costurar, bordar, pintar, fazia de tudo um pouco e embora soubesse um pouco de tudo, não me sentia plena.  Não conseguia me dedicar a uma coisa apenas, e depois de um certo tempo, aquilo me cansava e eu logo buscava outra coisa praa fazer.

Um dia, que não faz tanto tempo, parei e pensei com Deus: Senhor,  gostaria muito de fazer algo que fosse bonito, que  cativasse a mim mesma,  que eu pudesse desenvolver e fazer bem feito, a ponto de ser percebido como uma coisa feita com amor... me ajuda a encontrar esse meu lugar! Estava cansada de tantas mudanças... Os filhos já estavam adultos, já caminhavam sozinhos e eu ainda era inconstante... Isso tinha que mudar! E mudou! Descobri no patchwork um universo criativo infinito, onde me delicio com texturas, cores e combinações.

Hoje me sinto plenamente realizada.
Lembrando agora dessas coisas do passado, me veio à mente uma coisa engraçada da minha vida... Quando eu estava grávida, sempre, e em cada uma delas, eu orava a Deus dizendo: Deus, me dá um filho com alma de artista, pois eles são mais sensíveis à Ti, à natureza e às pessoas...

Obrigado Senhor, por você ter atendido ao meu pedido... Eu jamais poderia ser essa mulher realizada hoje, se você não me tivesse atendido e alargado ainda mais a minha tenda, me dando como nora essa menina maravilhosamente prendada que é a Ju Padilha.
Gosto de pensar que com tudo isso, sou mais que vencedora...  

12 comentários:

Drica Menezes disse...

Adoro teu blog e teus trabalhos e todo dia passo aqui pra ler teus posts, e pela pressa do dia a dia acabo por nao comentar, mas hoje nao tinha como deixar quieto.... lindo post, linda história! adorei! dá até vontade de conhecer a dona jaqueline e ficar batendo um papo gostoso! bjks mil pra vcs! :)

Anônimo disse...

Que história bonita de liberdade, de busca de si mesmo!
Jackie, sou sua fã! Beijo.Regina.

harumi disse...

ah, que história linda! não sei o que amoleceu mais o meu coração: a história ou o carinho entre sogra e nora! :-)
beijocas nas duas,
da harumi

Ana disse...

Linda, linda história. E que bênção ter uma sogra assim! Eu quero ser uma super sogra, se Deus quiser! Beijos nas duas.

Ju Padilha disse...

Drica,
muito prazer!
fiquei feliz com o comentário! vc iria mesmo adorar bater um papo com a Jackie, ela é ótima de conversa!!
muito obrigada pelas visitinahs diárias!
beijinhos

Harumi e Ana,
de fato, é uma grande sorte ter uma sogra amiga!
muito obrigada pelo comentários carinhosos de vcs duas!
beijinhos

Mã,
beijoca paravc!

Melanie disse...

Ah sou fã de vocês duas! adorei este post!!!

lugastal disse...

amei!!!

Jacqueline disse...

um abraço carinhoso em todas!

Ma Stump disse...

Mais uma vez, o relato de uma menina prendada me fez ficar com lágrima nos olhos! E acho que dessa vez, mais do que nunca!

Que delícia conhecer essa história e bonita relação entre vocês, Ju!
Como é bom poder descobrir o que nos faz bem e ter pessoinhas por perto que partilham as mesmas sensibilidades!

Um beijo pras duas e que continuem cada vez mais felizes e prendadas!

PAULINHA SALES disse...

OLÁ JÚ, TUDO BEM????

QUE ESTÓRIA MAIS LINDA... AMEI CONHECER A JACKIE... VOU CORRENDO CONHECER O BLOG DELA... E SEGUÍ-LA CLARO!!!!

BEIJINHOS MAIS QUE CARINHOSOS...

PAULINHA SALES
www.flordechitadeamargosa.blogspot.com

Kátia C. Silva disse...

Linda a história da Jacqueline adorei! Uma sorte uma poder contar com o talento da outra!
Bjs meninas!

sebastiao e sandra disse...

Linda historia Jackie!!! Que privilégio te conhecer... E que bom sentir esse carinho Ju... Um abraço para as duas, lindas e talentosas! (Sandra)

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