terça-feira, 14 de maio de 2013

minha infância em Minas!

aproveitei o Dia das Mães para vir dar um beijo em dona Regina e ficar um semaninha aqui no interior, recarregando as bateriais... e com o tempo livre, aproveitei para diminuir a pilha de livros a serem lidos... como é bom deitar e simplesmente ler, os pensamentos fluem e dá até vontade de escrever umas linhas...



ando lendo tanto Rubem Alves, que também começo a acreditar que vivi a infância numa roça mineira qualquer, rodeada de montanhas, em que, quando o sol aparecia já era tarde e o galo sempre atrasava seu despertar cocoricó...
 
engraçado que chego a sentir saudades desta infância tardia que inventei para mim, com a ajuda das palavras do escritor... assim me lembro da geléia de jabuticaba açucarada que me arrepiava os dentes, mas que comia aos montes, junto com pão quentinho de minuto e do queijo amarelinho da Canastra, que se fazia o pão de queijo melhor do mundo... dos pés sempre descalços, encardidos de um alaranjado que não saia nem esfregando com bucha vegetal e que minha mãe acredita até hoje, que o motivo de meus pés serem grandes, foi justamente o fato de andar descalça nesta infância... voltava da escola com as sandalinhas nas mãos...
 
tenho saudade também dos pintinhos do galinheiro e da choradeira que era toda vez, que era dia de fazer galinha ao molho pardo... mas nunca deixei de comer o cozido feito no fogão à lenha!
e neste devaneio de apropriação das memórias alheias, vou misturando o que vivi com o que poderia ter vivido, se lá em Minas tivesse nascido, e assim, vou tecendo uma lembrança gostosa de sentir, pois ter passado a infância em Minas, deve ter sido bom demais... um exercício criativo, que pode ser infinito e rico em detalhes...
 
 ahhh que vontade desta infância mineira... só penso nos quantos tachos de doce de leite e goiabada eu teria raspado!

4 comentários:

Nathalia disse...

Ô, Ju, que infância danada de boa essa que você sonhou hein? Compartilho esse sonho com você desde sempre... Toda vez que alguém me pergunta se sou mineira, a resposta é: "quem dera!". Aquele cantinho do Brasil guarda o povo mais hospitaleiro, bom de prosa e de fogão que eu já vi na vida!

Beijo e boas recordações de infância para você :)

Milena disse...

Ju,tive o prazer de viver a minha adolescência em terras mineiras,precisamente em S.J.del Rei e desde sempre acho que minha alma é de lá.
Viu um programa o Casa Brasileira feito em Minas?Confesso que me emocionei,pelos motivos que vc também retrata nesse seu relato roubado de infância.
Amo aquele lugar e as pessoas de lá!
beijo e um queijo

Anônimo disse...

Ah nós os paulistas de coração mineiro...; bem com você não poderia ser diferente, já que há trinta anos, quando viemos para Ribeirão, de mala, cuia e coração abertos, a envolvemos no nosso sonho, eu, como historiadora,vendo a cidade como rota dos bandeirantes e Rubão com alma de mascate árabe, acreditando em mercados a explorar;assim Ribeirão era estar mais pertinho de Minas e o apreço ,virou herança familiar...

Ateliê de Artes - Dri Queiróz disse...

Ju, que lindo texto...me fez lembrar o privilégio que tive em curtir as férias escolares em Minas Gerais na casa de vovó, numa roça linda, com casinha, fogão a lenha, porcos, etc...até esse molho pardo fez parte da minha vida e senti o gosto :)...a simplicidade dessas lembranças me enchem de alegria. Bjs

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