quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mi Vargas Diz!

"Cada um no seu Quadrado"
por Mi Vargas

Ninguém sabe como, ao certo, uma amizade começa... Nem mesmo o motivo. O ambiente de trabalho favorece a convivência, é verdade, mas quando o companheirismo e o carinho ultrapassam essas paredes, muitas vezes você pode se perguntar: mas o que temos em comum? E agradecer por isso acontecer!

Mi de Valentina


Eu sou a pessoa sem noção, intensa como me rotulam na redação. Falo o que vem na cabeça, faço piada com tudo e não levo desaforo para casa. Sincera de doer, para o bem e para o mal, adoro mimar as amigas e sou um tanto quanto protetora... Coisas de mãe que mais parece uma criança! E por isso, nem nos dias de chuva, dispenso as cores!

Nath de Madeleine


A Nath é de tudo um pouco: responsável, séria, mas fala cada palhaçada que pode até me deixar sem resposta. Tem coração peludo, mas é extremamente carinhosa e amiga! O visual é despojado, melhor amiga da calça jeans e cores marcantes. Devoradora de doces e chocolates, não para de comer quase nunca e me mata com o corpo fininho... mas nem assim troco a companhia dela! Os cabelos de fazer inveja nunca mais ficaram sem adornos depois que mostrei as meninas da Ju.

Carol de Georgette


A Carol é a "bipolar" mais engraçada que eu já vi: ela mete porrada quando falta o chocolate, mas te ama de paixão se você trouxer um torresmo! A mais chiquetosa da turma, está sempre pronta para encarar um dia de trabalho cansativo em cima do salto, no mínimo, 10 cm. Clássica, princesa e desbocada. Tem cara de metida, mas é uma palhaça. Parece uma criança, mas é extremamente profissional. E para matar as coleguinhas de inveja, nunca faz dieta...

Cada uma tem seu estilo, mas com uma Ju Padilha em comum!
O que mostra que não importa o que você usa, desde que combine com você - o segredo do sucesso de toda mulher que quer se vestir bem, sem ser vítima da moda!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Georgette Azul


porque sempre dá para criar algo novo...
esta Georgette surgiu de muita conversa, o arranjo perfeito para um vestido... fiquei com vontade de ver a produção toda.. .e eu confesso,  achei que ela ficou linda!

Crônicas de Dona Regina

depois de várias semanas sem aparecer por aqui, hoje, Dona Regina veio muito inspirada...


"De Sertões e de Veredas"
por Regina Padilha

"Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais. A gente levanta, a gente sobe, a gente volta." - Guimarães Rosa
Quando estudante de história, ao ler pela vez primeira "Grandes sertões: veredas",l embro que o amor não foi à primeira vista, foi preciso avançar, esperar um pouco, até que Riobaldo se mostrasse em toda a sua envergadura de  - personagem - homem - admirável, para que  aí sim, eu fosse capturada pela prosa  envolvente , messiânica, boa de conversa do bom mineiro de Cordisburgo,  Guimarães Rosa, que passou a ser a minha referência de literatura brasileira e me ajudou a compreender o mecanismo do idioma nacional.
Reli o livro mais umas duas vezes por inteiro e outras por trechos, colecionando anotações de tanta sabedoria, que delas me queria impregnada.
Em comum a todas estas releituras, é que o livro sempre foi emprestado das bibliotecas das escolas por onde estive. Curioso...
E só agora, quando os meus sessenta anos já estão quase aqui, agorinha mesmo, e que movida por uma inadiável vontade de ainda outra vez,   percorrer os sertões das Gerais, é que tenho um Grandes Sertões para chamar de meu, este colosso de seiscentas  páginas, onde estão armazenados tantos momentos que inspiram coragem, tenacidade, necessidade de romper com o cotidiano em busca de algo maior e  em que Riobaldo, mexe com o leitor, provoca uma onda de sentimentos,"sossega e depois desinquieta", como ele mesmo díz.
Encomendei o livro e quando ele chegou, foi como se fosse o meu primeiro e a surpresa  maravilhosa..., o livro, faz parte da ediçao especial de dez mil exemplares, da edição limitada comemorativa dos cinquenta anos de Grandes Sertões( 1956 ), acompanhado do catálogo da mostra concebida por Bia Lessa, em exposição no Museu da Língua Portuguesa( SP ), durante o ano de 2006.
O super pacote foi um presentão, livro, catálogo e CD, além de encadernação luxuosa, em tecido branco com o título bordado em letras vermelhas, absolutamente compatível ao drama ali dentro narrado e à importância da obra na minha vida de leitora incansável.
Para começar ou melhor, recomeçar, o mantra da obra:  - "Mire e veja" - ou seja mire; agora não olhe para o lado, e aí veja".
Que sabedoria, não? No nosso cotidiano, é sem conta o número de ocasiões em que olhamos de forma borrosa e desfocada e , desatentos, perdemos maravilhas e oportunidades, o que não aconteceria se  lembrássemos do mire e aí sim, veja.
Nesta releitura madura, foi tão significativo, relembrar a existência de um sertão que  é  o  mundo  e o sertão que vai dentro da gente, e que é preciso muita coragem para mergulhar neste sertão pessoal, particular, porque é levantar poeira, é mexer em vespeiro, é cutucar ferida e sabe-se lá, quantas...
Aquelas veredas das Gerais, que se alargam de um lado até Goiás e de outro até a Bahia, do prosear seguro de Guimarães Rosa, o que  elas são , na verdade, são as veredas dos nossos sentimentos, nem sempre compreendidos e pior, quase nunca admitidos e a nossa luta, vezes contra a vida, vezes contra os outros, vezes contra nós mesmos, o que a mim parece a mais difícil delas.
E assim, coração aos pulos, olhos marejados, garganta em nó, chego ao fim da releitura arrebatadora, pés fora do chão, embrenhada sertão adentro, onde percorrí veredas, ouví o pipoco dos tiros, sentí o cheiro do sangue derramado na guerra guerreada, perdí-me na saga de Riobaldo, mergulhei no verde dos olhos de Diadorim, Maria Deodorina, elazinha mesma, que em vida viveu o que parecia ser um amor impossível, mas que em verdade, era só um mal compreendido...
Aqui não vou resistir ao clichê irresistível,"um clássico da literatura"que , quando lido "para prestar vestibular",não comove nem um pouco aos leitores de cabresto, que mal conseguem ultrapassar as primeiras vinte páginas e vão rapidinho atrás do resumo mais curtinho, mas lido no outono, quando a impaciência agora é paciência, aí sim, ai meu Deus, é atrelar o cavalo baio, gibão, chapéu de couro, água no cantil, cachaça que é de muita serventia, para limpar as feridas do corpo e tontear as da alma, farinha da mais pura, bala na cartucheira e toca prá frente, meu filho, tome tenência, que corpo mole é de pouca serventia...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bella!

como não morrer de amores?!! a Bella de mini tiara Marie!!!
ela vai completar um aninhoo em outubro e já começou sua coleção Ju Padilha, não é demais?! também, como Mi Vargas sendo uma das tias queridas, só podia!!!
Mi e Dani, muito obrigada pela fotinho!

Momento Gastronômico!


 o final de semana foi tão bom e a semana começou tão corrida, que só hoje consegui postar o Momento Gastrômico... desta vez não fiz nada, apenas emprestei a cozinha...
não sei como as coisas estão por aí na cidade de vocês, mas por aqui o verão já chegou com muita força, um calor sem fim, que deixa a gente até sem fome...
para o domingo ensolarado, o querido amigo Danilo Chiaroti decidiu preprar um spaghette com molho de limão sicilíano, creme de leite fresco e crocante de presunto parma...
ficou de fato super bom e bem leve...
quanto ao preparo, não tenho as medidas exatas, mas me pareceu tudo bem simples, daquelas receitinhas rapidinhas, que você prepara com a maior destreza e ainda tira suspiros dos convidados...
pelo que me lembro, ele raspou a casca de alguns limões, espremeu o suco de outros, depois juntou com um copo de vinho branco e deixou ferver, até reduzir um pouquinho, por fim juntou o creme de leite...
misturou o molho no macarrão com queijo parmesão ralado e por fim, quebrou pedacinhos de presunto parma, que foram secos no forno e que estavam bem crocantes...
tudo assim, bem rapidinho e sem desmanchar o topete... sim queridos, Danilo tem um topete digno de tapete vermelho! Dan muito obrigada pelo domingo super gostoso!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Menina Prendada: Julia Child

acredito que vocês já ouviram falar da Julia Child, certo?!
por aqui, ela ficou bem conhecida com o filme "Julie & Julia", baseado no blog de Julie Powell, que decidiu fazer todas as receitas do livro de Julia em um ano... um desafio gigante, visto que o livro, "Mastering  the Art of French Cooking" tem 524 receitas e o ano 365 dias...

bem, passeando pela FNAC outro dia, encontrei a biografia de Julia Child, "Minha Vida na França" e com ele, fui para casa... leitura rápida e muito gostosa, fiquei simplesmente encantada com esta mulher, que se reinventou após os 30  anos e foi um estouro aos 50 anos, ao estreiar um programa de tv sobre culinária totalmente revolucionário... com ele tornou a cozinha algo simples e divertido e muitas donas de casa americanas, perderam o receio que tinham e foram em frente no preparo de muitas receitas consideradas difíceis, mas que os métodos de Julia faziam com que dessem sempre certo...

por que que Julia Child está no "menina prendada"?! porque até os 30 e tantos anos, Julia não sabia cozinhar absolutamente nada e quando foi morar em París com seu marido, decidiu se inscrever na famosa escola de culinária Le Cordon Blue, onde não se conteve com as aulas para donas de casa e quis ir além, fez de sua cozinha um verdadeiro laboratório, onde preparava cada receita pelo menos umas 10 vezes até ter encontrado a forma infalível... ao começar a escrever o livro com receitas francesas para donas de casa americanas, ela se preocupou inclusive com os ingredientes que as americanas encontrariam disponíveis nos Estados Unidados, sua preocupação era que todas as mulheres que desejassem cozinhar comida francesa, conseguissem...

Julia encontrou sua paixão e se "jogou" , independente da idade ou do que os outros diziam... na Cordon Bleu por exemplo, enfrentou as resistências da diretora da escola que sempre colocava obstáculo para que ela não terminasse o curso... mas nada impede uma mulher determinada!

com esta "menina prendada", fica também a dica de leitura, "Minha Vida na França", que tem passagens deliciosas por inúmeros restaurantes franceses acompanhados de muitos vinhos... afinal, uma mulher apaixonada por cozinhar comida francesa, era uma mulher apaixonada por comer comida francesa! nada boba a Julia!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Janela...



acredito que a maior parte de vocês, assim como eu, passa grande parte de seu tempo no trabalho...
desta forma, é importante que o nosso local de trabalho seja gostoso... não precisa ser um ateliê inteiro, até mesmo quem trabalha naquele sistema de "baias" repartidas (detesto esta denominação!), pode deixar seu cantinho mais aconchegante...
como meu trabalhoe muito minucioso, meus olhos estão sempre focados e a janela se torna muito importante... a vista dela dá para um muro, mas  tinta e plantas  a deixaram com uma "vista" linda... olhar pela janelinha descansa meus olhos e me conforta... os pequenos cáctos, a flor de maio e ao fundo as várias plantinhas... o sapo príncipe e o miau da Ana Sinhana dão o toque de alegria...
mas recentemente, a janela ganhou o móbile de pombinhas que trouxe da Lu Gastal e uma coisa tem acontecido... o beija-flor que ronda o ateliêzinho tem estado super entretido com as pombinhas... ontem ele foi de pombinha em pombinha, entrou na sala para vê-las de todos os ângulos e saiu... fiquei extasiada com a visita... estas coisas fazem toda a diferença, é o que de fato podemos chamar de qualidade de vida, não?!
boa sexta e um ótimo final de semana!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cores!

 e no ateliêzinho, muitas produções...
toda vez que surge uma nova criação e que seu processo foi lapidado, no sentido de refinar todos os acabamentos, começa uma nova etapa que adoro... a escolha das cores... fazer com que cada uma das tiarinhas seja harmônica à ponto de parecer a mais bonita... mas quando são colocadas assim, todas juntinhas, fica difícil dizer qual é a que faz meus olhos brilharem mais... amo todas elas! 
uma diquinha para ajudar a escolher, as tiaras montadas com o avesso do jeans, seja o azul ou o preto, ficam mais aparentes nos cabelos escuros, que o lado correto do tecido... no mais, é olhar e se apaixonar...
todas estas Valentinas estão quase prontas, mas já podem ser escolhidas... e quem quiser visitar à mim e às "meninas" no ateliê, será um prazer!

cores: grafite, goiaba, cereja e azul bic

cores: lilás, chá verde, pêssego e rosa colonial

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Menina Prendada: Ana Christina

 adoro começar o dia com história de "menina prendada", como tem sido gostoso compartilhar estas experiências, de tantas mocinhas que não tiveram medo de sonhar e de fazer acontecer...
a minha visitinha rápida à Porto Alegre rendeu várias amizades queridas, pespontadas em torno deste gosto comum que é mundo "craft", do faça você mesmo com todos os materiais mais lindos que encontrar...
e hoje temos mais uma mocinha gaúcha para contar história, a querida Ana Christina, que faz muitas fofuras super delicadas... 
"bá che", mas este Rio Grande do Sul tem mesmo muitas "prendas"!

Ana muito obrigada por compartilhar suas palavras aqui no blog... e quem quiser contar sua história, por favor, envie-a para meu email, será o maior prazer publicá-la por aqui!


foto: arquivo Lu Gastal

Definitivamente eu acho que posso me considerar uma menina prendada! Eu acho que isso tem muito a ver com o fato de minha avó, tia e mãe costurarem. Por que não dizer que é um dom que passa de mãe para filha?

Minha vó é uma costureira de mão cheia, daquelas que até vestido de casamento fazia. Minha mãe sempre gostou e, por algum tempo, costurou para "fora". E eu cresci ali do lado da máquina de costura, sentada no chão, conversando e confidenciando coisas para a minha mãe. Por muitas vezes passavámos as tardes por ali papeando, chorando e sonhando. Nunca imaginei um dia comprar uma máquina!

Cresci, estudei, me formei em análise de sistemas e trabalho desde os 18 anos em um posto de combustíveis, nada a ver com artes! Mas enfim, durante a minha vida fiz um pouco de tudo: pintura, bordado e costuras em pararelo com o meu trabalho oficial!

E foi durante um curso de bonecas que pensei, por que agora que, ja não sou pequena, que não tenho aquele caixote da máquina da minha mãe para me encostar, por que não resgato isso numa parceria? Foi aí que eu inventei a Maloca da Arte. Aquele cafofinho que parecia uma maloquinha, onde a minha mãe passava as tardes, agora são dois cantinhos, um na casa dela e um na minha, nossos atelieêinhos, que continuam mais cafofos do que nunca, mas enfim, um lugar só nosso, onde podemos sentar, relaxar e transformar nossas ideias em coisas bacanas.

Eu não nasci prendada, me fiz prendada quando resgatei coisas da minha infância e arrumei uma forma de transformar isso em coisas fofas. Acho que ser prendada é mais do que saber costurar, cozinhar, bordar, tricotar..... Ser prendada é ter amor e sensibilidade para enfrentar a vida, os desafios e os relacionamentos!
E isso eu tenho de sobra, por isso que me considero uma menina prendada!
beijos,
Ana Christina
Maloca da Arte

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Madeleines... muitas!




todas estas queridas Madeleines estão aqui no ateliêzinho, só à espera de quem as leve para passear,,,
destaque para minha maquininha de costura, que comprei na feira de antiguidades do MASP... fiquei completamente apaixonada por ela... e assim, servindo de palco para as presilhinhas, ficou mais fofa ainda, não?!

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