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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Menina Prendada: Eliza Carrara

adoro quando a semana começa com história de "menina prendada"... estava com saudade de ter um relato por aqui, mas fim de ano, sabe como é, estas mocinhas andam atribuladas com os preparativos e encomendas para o Natal...
desta vez quem  nos conta sua vida de "menina prendada" é a Eliza Carrara... esta querida é amiga já faz um tempo, tem nome de mármore chic, mas é uma flor de pessoa, super delicada e feminina... com seus sabonetinhos ela perfuma o dia a dia e deixa tudo mais gostoso...
Eliza, muito obrigada por dividir suas experiências aqui no bloguinho, você que é mesmo tão querida!


Espuma com arte.

por Eliza Carrara.

A minha breve história como “saboneteira”.



Desde criança, eu sou apaixonada por “cheirinhos”. Meu pai viajava e eu esperava por ele no portão já esperando minha miniatura de perfume. Eu colecionava pequenos frascos de perfume e ficava encantada com a forma dos vidrinhos e suas fragrâncias que, para mim, eram mágicas. E eu vivia perfumada: morango, maçã verde, lavanda e almíscar eram as minhas favoritas.

Até que cresci e virei redatora publicitária. Há dois atrás eu enfrentei uma fase difícil na minha vida e entre uma sessão e outra de terapia, descobri que era o momento de fazer as pazes comigo e aprender algo novo. Juntei a minha paixão pelos perfumes com a vontade de sair um pouco do cotidiano publicitário e fui aprender a fazer sabonetes artesanais.

Hoje, esse hobby anda me rendendo novas e deliciosas experiências. Sou eu mesma que faço os presentinhos das amigas, as lembrancinhas de chá de cozinha, chá de bebê e até já atendi uma empresa em Ribeirão com sabonetinhos para o dia da mulher.
Toda semana eu bato nas lojas especializadas à procura da glicerina perfeita, de uma essência nova, uma fôrma diferente. É uma delícia! E é uma pena eu só mexer nisso aos finais de semana. De segunda a sexta a minha vida se divide entre trabalho, academia, casa, família e namorado.
Mas, o próximo passo é rechear meu futuro blog e divulgar diretamente para vocês os meus sabonetinhos. Por enquanto, foi um imenso prazer estar aqui, no blog da Ju, um dos meus favoritos!

Um beijo,
Eliza.
elizacarrara@hotmail.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Menina Prendada: Julia Child

acredito que vocês já ouviram falar da Julia Child, certo?!
por aqui, ela ficou bem conhecida com o filme "Julie & Julia", baseado no blog de Julie Powell, que decidiu fazer todas as receitas do livro de Julia em um ano... um desafio gigante, visto que o livro, "Mastering  the Art of French Cooking" tem 524 receitas e o ano 365 dias...

bem, passeando pela FNAC outro dia, encontrei a biografia de Julia Child, "Minha Vida na França" e com ele, fui para casa... leitura rápida e muito gostosa, fiquei simplesmente encantada com esta mulher, que se reinventou após os 30  anos e foi um estouro aos 50 anos, ao estreiar um programa de tv sobre culinária totalmente revolucionário... com ele tornou a cozinha algo simples e divertido e muitas donas de casa americanas, perderam o receio que tinham e foram em frente no preparo de muitas receitas consideradas difíceis, mas que os métodos de Julia faziam com que dessem sempre certo...

por que que Julia Child está no "menina prendada"?! porque até os 30 e tantos anos, Julia não sabia cozinhar absolutamente nada e quando foi morar em París com seu marido, decidiu se inscrever na famosa escola de culinária Le Cordon Blue, onde não se conteve com as aulas para donas de casa e quis ir além, fez de sua cozinha um verdadeiro laboratório, onde preparava cada receita pelo menos umas 10 vezes até ter encontrado a forma infalível... ao começar a escrever o livro com receitas francesas para donas de casa americanas, ela se preocupou inclusive com os ingredientes que as americanas encontrariam disponíveis nos Estados Unidados, sua preocupação era que todas as mulheres que desejassem cozinhar comida francesa, conseguissem...

Julia encontrou sua paixão e se "jogou" , independente da idade ou do que os outros diziam... na Cordon Bleu por exemplo, enfrentou as resistências da diretora da escola que sempre colocava obstáculo para que ela não terminasse o curso... mas nada impede uma mulher determinada!

com esta "menina prendada", fica também a dica de leitura, "Minha Vida na França", que tem passagens deliciosas por inúmeros restaurantes franceses acompanhados de muitos vinhos... afinal, uma mulher apaixonada por cozinhar comida francesa, era uma mulher apaixonada por comer comida francesa! nada boba a Julia!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Menina Prendada: Ana Christina

 adoro começar o dia com história de "menina prendada", como tem sido gostoso compartilhar estas experiências, de tantas mocinhas que não tiveram medo de sonhar e de fazer acontecer...
a minha visitinha rápida à Porto Alegre rendeu várias amizades queridas, pespontadas em torno deste gosto comum que é mundo "craft", do faça você mesmo com todos os materiais mais lindos que encontrar...
e hoje temos mais uma mocinha gaúcha para contar história, a querida Ana Christina, que faz muitas fofuras super delicadas... 
"bá che", mas este Rio Grande do Sul tem mesmo muitas "prendas"!

Ana muito obrigada por compartilhar suas palavras aqui no blog... e quem quiser contar sua história, por favor, envie-a para meu email, será o maior prazer publicá-la por aqui!


foto: arquivo Lu Gastal

Definitivamente eu acho que posso me considerar uma menina prendada! Eu acho que isso tem muito a ver com o fato de minha avó, tia e mãe costurarem. Por que não dizer que é um dom que passa de mãe para filha?

Minha vó é uma costureira de mão cheia, daquelas que até vestido de casamento fazia. Minha mãe sempre gostou e, por algum tempo, costurou para "fora". E eu cresci ali do lado da máquina de costura, sentada no chão, conversando e confidenciando coisas para a minha mãe. Por muitas vezes passavámos as tardes por ali papeando, chorando e sonhando. Nunca imaginei um dia comprar uma máquina!

Cresci, estudei, me formei em análise de sistemas e trabalho desde os 18 anos em um posto de combustíveis, nada a ver com artes! Mas enfim, durante a minha vida fiz um pouco de tudo: pintura, bordado e costuras em pararelo com o meu trabalho oficial!

E foi durante um curso de bonecas que pensei, por que agora que, ja não sou pequena, que não tenho aquele caixote da máquina da minha mãe para me encostar, por que não resgato isso numa parceria? Foi aí que eu inventei a Maloca da Arte. Aquele cafofinho que parecia uma maloquinha, onde a minha mãe passava as tardes, agora são dois cantinhos, um na casa dela e um na minha, nossos atelieêinhos, que continuam mais cafofos do que nunca, mas enfim, um lugar só nosso, onde podemos sentar, relaxar e transformar nossas ideias em coisas bacanas.

Eu não nasci prendada, me fiz prendada quando resgatei coisas da minha infância e arrumei uma forma de transformar isso em coisas fofas. Acho que ser prendada é mais do que saber costurar, cozinhar, bordar, tricotar..... Ser prendada é ter amor e sensibilidade para enfrentar a vida, os desafios e os relacionamentos!
E isso eu tenho de sobra, por isso que me considero uma menina prendada!
beijos,
Ana Christina
Maloca da Arte

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Menina Prendada: Luciana Casado

hoje é dia de Menina Prendada aqui no bloguinho...
desta vez, quem conta a história é a querida Luciana Casado, mocinha que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente em Porto Alegre... a Lu é muito simpática e super alegre... deve ser por isto que suas pequenas "aluadas" alegram quem as tem por perto... com a costura, a Lu conseguiu passar por noite de insônia e transformar tecidos em almofadas e travesseirinhos fofos, com mensagens bem carinhosas...
à ela, um muito obrigada por dividir seu relato aqui no bloguinho!



Quando era pequena minha mãe sempre tentava me passar pequenos dotes artesanais, como tricô, crochê, bordado, ponto cruz, rococó, mas nunca costura. Na verdade até a minha adolescência me sai muito bem em todos eles, porém sempre me dei muito melhor com ponto cruz, tanto que ainda hoje na casa dela tem várias toalhas e paninhos que fiz naquela época.

Quando já me entendia por gente, minha mãe me contou histórias do meu avó alfaiate, que ele era tão bom que vários políticos viajavam até ele para mandar fazer seus "trajes" sob medida, me senti muito orgulhosa com isso e perguntei porque minha mãe não havia seguido o mesmo caminho, mas ela respondeu que a costura nunca lhe chamou a atenção, talvez pelo fato de ter nascido no meio disto.

Bom, mas o tempo passou e segui por outro rumo, fiz faculdade de Ciência da Computação, trabalhei em várias empresas do ramo de desenvolvimento de software, mas sabe quando alguma coisa falta?! Estava sempre a procura de novos cursos, passei por fotografia, decoração de ambientes. Até que há mais ou menos 1 ano e meio atrás resolvi comprar a minha primeira máquina de costura, sob a influência de muitas amigas blogueiras que haviam comprado e falavam que era muito legal costurar, mas a minha ambição era apenas fazer uns paninhos, umas frescurinhas, nada demais, até porque achava que seria complicado fazer qualquer coisa mais elaborada.


Só que me enganei redondamente: quando sentei atrás da máquina de costura tudo fluiu perfeitamente, daí a imaginação já começou a ferver e cada vez queria arranjar mais coisinhas para costurar, porque eu me sentia realizada ali costurando sonhos.

Na verdade sonho é maneira de falar, porque naquela época o que menos tinha era sono para sonhar. E foi nessas inúmeras noites de insônia que imaginei a almofada LOVE. No outro dia depois do trabalho já me pus a executar o projeto e, depois de algumas horinhas, lá estava a primeira LOVE linda e perfeita como eu havia imaginado. Depois dela surgiram outras tantas que foram presentes para muitos parentes e amigos.

Até que depois de muita insistência resolvi mostrar as minhas almofadas na web, bom e daí em diante a minha vida virou uma grande loucura, boa, mas loucura!!
A maratona é puxada, mas muito gratificante. Meu dia é repartido entre as8 horas na empresa de software no qual sou desenvolvedora e quando chego em casa é hora de dar um jeitinho no lar, um chamego no marido e me dedicar as encomendas de produtos que são frequentes e muito bem vindas. As vezes penso que o dom da costura só pode ter sido herdado do meu avó, pelo amor que ele tinha por fazer trajes perfeitos, e eu nem imagina que isso poderia me fazer tão feliz!


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Menina Prendada: Andréa Ortolan

bom dia queridos! hoje o "menina prendada" vem em forma de surpresa... a querida Rebeca resolveu fazer uma surpresa para a irmã querida dela... a mocinha sentiu vontade de contar a história de sua irmã, a Andréa, que apesar de toda uma super formação, não resistiu  `a voz do coração e começou uma nova história... uma história bem fofa!
a Rebeca é amiga querida e também "menina prendada", dona de um bom gosto incrível, gerencia a loja Acessório, aqui na Ribeira... bem lindo ver o carinho entre estas duas!


Andréa e Rebeca

Oi Ju! já começo me desculpando por ser intrometida assim, nem sei se posso ou devo..rsrs..mas não resisti..foi mais forte do que eu! sério..rs..

É que lendo as histórias das "meninas prendadas" no bloguinho, lembrei da minha irmã na horinha, menina! 
cinco anos mais velha do que eu, minha irmã Andréa se formou em odontologia pela Unaerp em 1997, ano em que começou a trabalhar na área. Concluiu especialização e mestrado em odontopediatria pela USP, em 2002 e 2006, respectivamente. Casou, engravidou e em 2007 nasceu sua primeira filhoca, Catarina.

Mas em 2009, por curiosidade, dom, ou por de repente ter sido picada pelo "bichinho da moda" e ainda não ter percebido, ela começou a fazer o curso de moda no Senac em São Paulo.
Bastou uma semana de aula para ela constatar que havia mesmo sido picada pelo danadinho! Andréa se apaixonou pela área e como não poderia ser diferente, já que ela sempre se dedicou aos pimpolhos, desde quando atuava como odontopediatra, a paixão foi mesmo por moda infantil!!!

Eis que sua nova trajetória profissional começou oficialmente em 2011.. ano em que a segunda filha nasceu, Olivia!

Andréa e a amiga Maria Antonia, (engenheira de alimentos, que também resolveu dar um novo rumo profissional em sua vida..mas que aí já é oooooutra história..rs..), se conheceram no Senac durante o curso, e juntas desenvolveram a marca infantil "Baby Bug".
A marca é de bodies, camisetas e calças, 100% algodão, para pimpolhos e pimpolhas dos 3 meses aos 6 aninhos de idade. ah, e todas as estampas foram criadas exclusivamente para a Baby Bug..uma fofurice só!!! As sócias lançaram sua primeira coleção no inverno deste ano e já fizeram um bazar em São Paulo, e em seguida um aqui na terrinha, em Ribeirão!

Ainda sem o blog oficial, é possível encontrar as roupitchas no flickr (http://www.flickr.com/photos/baby_bug/). para consultar modelos, tamanhos, preços e informações adicionais, é só entrar em contato através do email babybug.babybug@gmail.com

Bom, sei lá se é "corujice", admiração ou simplesmente por ser minha irrrrrrrrrmã..rsrs..só sei que amei a idéia, a coleção e adoooouuuuuro sua historinha de vida!!! aí né, já sabem, resolvi compartilhar por aqui..rsrs..
beijos a todas as fofas prendadas e as que de repente, tem outros dons a oferecer, assim como eu!! rsrs

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Menina Prendada: Jacqueline Lyra

hoje o "menina prendada" vem muito especial...
entre tantas pessoas que cruzam nosso caminho diariamente, poucas são  aquelas em que um olhar abre um sorriso... numa festinha conheci o Pedro, que naquele momento não sabia que seria o "meu" Pedro... e com ele veio uma família imensa... mas a pessoa que mais passei a admirar, foi a Jackie, a mãe dele... pessoa muito especial, que faz cordel como ninguém e é puro talento... seu maior talento está na forma como encara a vida e isto transparece em seus trabalhos de patchwork... ser "menina prendada" não é uma questão de idade... mas uma forma de sonhar...
Jackie querida, muito obrigada por me receber com tanto carinho!


se você é também uma "menina prendada", envie um email contando sua história, será o maior prazer publicá-la aqui!

Isso foi lá pelos anos 70... Eu era uma menina, muito cheia de sonhos e muito sem juízo, embora eu soubesse que inteligência não me faltasse. 

Cresci cheia de mordomias, de facilidades, e sempre tive um gosto especial pela independência. Posso dizer que desde a infância eu já tinha um “Q” de rebeldia, bem natural naquela época. Tingir, cortar, amarrar, bordar e riscar suas próprias roupas era coisa de quem queria mesmo ser diferente, e isso lá eu queria... 

Logo veio um namorado, depois uma gravidez, seguiu-se um casamento apressado, e por conseqüência quase lógica, uma separação... tudo isso em 1 ano. A independência e os sonhos se foram, ficaram eu, o bebê, a TV e um trabalho em um Banco.  Aprendi muito rápido a dureza da vida e também muito rápido eu quis fugir dela...

Conheci um hippie e me agarrei em seu modo de vida como quem se agarra à uma bóia em meio a um mar revolto. Tive dias lindos, livres e felizes e aproveitava praa aprender de tudo um pouco. Mais 2 filhos e uma nova separação... Agora éramos 4. Meus ex-maridos, totalmente ausentes, desapareceram.

Daí então acho que me tornei artesã por teimosia...  Teimei em ficar em casa, teimei em ter tempo para os filhos, teimei em aprender a costurar, teimei em ser independente... Sou muito teimosa!

A cada momento me dedicava ao que pudesse nos dar condição de viver dignamente. Gostava de fazer bijouterias, costurar, bordar, pintar, fazia de tudo um pouco e embora soubesse um pouco de tudo, não me sentia plena.  Não conseguia me dedicar a uma coisa apenas, e depois de um certo tempo, aquilo me cansava e eu logo buscava outra coisa praa fazer.

Um dia, que não faz tanto tempo, parei e pensei com Deus: Senhor,  gostaria muito de fazer algo que fosse bonito, que  cativasse a mim mesma,  que eu pudesse desenvolver e fazer bem feito, a ponto de ser percebido como uma coisa feita com amor... me ajuda a encontrar esse meu lugar! Estava cansada de tantas mudanças... Os filhos já estavam adultos, já caminhavam sozinhos e eu ainda era inconstante... Isso tinha que mudar! E mudou! Descobri no patchwork um universo criativo infinito, onde me delicio com texturas, cores e combinações.

Hoje me sinto plenamente realizada.
Lembrando agora dessas coisas do passado, me veio à mente uma coisa engraçada da minha vida... Quando eu estava grávida, sempre, e em cada uma delas, eu orava a Deus dizendo: Deus, me dá um filho com alma de artista, pois eles são mais sensíveis à Ti, à natureza e às pessoas...

Obrigado Senhor, por você ter atendido ao meu pedido... Eu jamais poderia ser essa mulher realizada hoje, se você não me tivesse atendido e alargado ainda mais a minha tenda, me dando como nora essa menina maravilhosamente prendada que é a Ju Padilha.
Gosto de pensar que com tudo isso, sou mais que vencedora...  

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Menina Prendada: Marcela Stump

bom dia queridos!
vamos começar a semana com mais uma "menina prendada"...
uma mocinha muito querida, a Ma Stump do ColaCoralinha, esta super querida e sonhodora, apaixonada por tecidinhos, feltrices, coisinhas de meninas e tudo o que tem carinha de retrô... a Ma foi a minha primeira amiga virtual, simpatia às primeiras tecladas e acho que é assim com todos que a conhecem... sempre nos recebe com palavras muito carinhosas... além de muitas ideias fofas e produções super caprichadas, seu bloguinho nos cativa com imagens lindinhas e uma super descontração...
querida Ma, muito obrigada por participar com sua história de "menina prendada" e por ser esta amiga tão querida e atenciosa...qualquer dia destes, a gente se encontra pessoalmente para um daqueles cafezinhos caprichados na Vila Madalena!




A Marcela foi fazer publicidade porque se sentia atraída demais pelas cores e gostar de falar sempre foi com ela mesma.  Já tinha feito cursos de desenho, tinha trocada o sapateado por aulas de pintura, morria de amores por canetas coloridas. Ao visitar uma agência e ver aqueles macs com mil brinquedinhos enfeitando as mesas dos diretores de arte, teve certeza que criação publicitária era o seu caminho.

Estudou na ECA-USP, se encantou por comunicação, mas nunca pisou em uma agência de publicidade, aquele mundo cheio de correria para venda de produtos não parecia nem um pouquinho com o que procurava. Durante a faculdade, resolveu fazer curso de design gráfico, acabou indo trabalhar em estúdio e portal... Mas todos diziam que tudo que ela fazia tendia para o lúdico, para o infantil, para o feminino. Não podia? Humpf, a Marcela não tinha encontrado o que queria. Mas continuava gostando demais das cores.

Foi aí que resolveu ficar um tempinho na França e terminar a faculdade por lá. Alguma coisa mudou em Lyon ou nessa fase, talvez tenha sido efeito do pain au chocolat. Ela começou a olhar diferente para qualquer fachada de casa, passou a curtir pausas para o café, para o chá, curtir ambientes, começou a namorar livros infantis, colar postais na parede, tirar foto de tudo o que via e olhar de um jeito diferente para os milhares de caminhos que a vida pode traçar. Passou a admirar demais artistas manuais. Nada poderia ser mais divertido do que passear por feiras de artes! Tudo bem que isso a Benedito já me dizia em cada sábado em Sampa... Bom, ela voltou com vontade de ser mais independente e de se permitir fazer coisas novas. Quem sabe poderia ser possível trabalhar com comunicação e criação de um jeito diferente?

Com uma tendência pelas flores no cabelo e modelitos retrôs, foi trabalhar com criações para criança em um portal infantil. Não é que agora as coisas podiam ser bonitinhas e divertidas? Mas ainda não tinham seu jeito... Um moço mudou demais o rumo e, ao se encontrarem, os lápis de cor resolveram se juntar. A Marcela tomou coragem e junto com ele, abriu um estúdio. Lá, os lápis ficaram mais com ele e o mouse e o teclado viraram os melhores amigos dela. De dia, vozes de personagens, blogs infantis, projetos sócio-ambientais e muitos tweets sustentáveis tomam conta das suas criações, já de noite e no comecinho das manhãs, as mãos se viciaram na cola, cor e linha... O que é o mundo do faça você mesmo e do jeito que mais gostar? O craft tomou conta das suas paixões. Botões, tecidos e feltros contagiaram essa moça. Mas muito mais do que os materiais, o que mais a contagiou foram as amizades, descobertas e criações lindas que toda aquela vida de blog poderia proporcionar. Ela descobriu que era inspirador demais para o seu dia a dia contar pequenas impressões e compartilhar o que lhe encantava. Tudo se tornava mais motivador. E mais, os anseios e mudanças poderiam ser registrados.

A Marcela se descobriu sem muitas definições e ainda tem alguns vários questionamentos... Tem muuuuuito o que vir, né? Ainda não sabe se é moça prendada, se é apaixonada pelas boas ideias e criações, se é a comunicação, o infantil, o retrô, a paixão pela internet o seu caminho... Tudo se mistura e toma conta da sua cabeça 24 horas por dia. As cores precisam estar por todos os lados. Ah, flores são sempre bem vindas também. O moço? Sim, os lápis continuam juntinhos, juntinhos e de casamento marcado. Com casquete feito à mão, por favor.

Hoje ela vê que essa supervontade pela busca por coisinhas coloridas e por pessoas que também escolheram viver a vida a sua forma, só tem lhe apresentado amigas incríveis. E ela todos os dias agradece o São Blogspot e o Santo Wordpress por nos fazer conhecer pessoinhas especiais.

Ju Padilha, você é uma delas e me inspira muito em cada fita, foto ou post.
Obrigada pelo convite! Me sinto muito feliz de poder fazer parte dessa seção cheia de mocinhas tão queridas e importantes no meu dia a dia!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Menina Prendada: Cissa Chiarini

bom dia queridos!
mais um começo de semana, de céu azul limpo! que tal começarmos com uma conversa gostosa?! 
desta vez, o "Menina Prendada", partiu de um convite... há um tempo descobri o Assim, Sim! um blog muito bacana e feito com todo carinho, que fala sobre gestão de pequenos negócios, voltado para negócios crafts...
muitas vezes sabemos como fazer coisas lindas, mas gerenciar um negócio é outra história... eu super me identifiquei com Assim, Sim! e passei a seguí-lo... fiquei curiosa por saber quem estava por trás do blog e acabei descobrindo a querida Cissa, a mocinha de sorriso meigo da foto.... não tive dúvida, a convidei para contar sua história, e ela super topou!
Cissa querida, muuito obrigada por dividir sua experiência aqui no bloguinho, mas em especial, um super obrigada por criar esta grande comunidade de troca de experiências que virou o Assim, Sim! e lógico, muito sucesso com o ateliê CupCake Hortelã!
quem se inspirar a também  contar sua história é só mandar um email, que terei o maior prazer em publicar... e para ver as outras meninas prendadas que já passaram por aqui, é só clicar neste link...   




Me senti muito lisonjeada com o convite da Ju para escrever para o Meninas Prendadas, que eu sempre acompanho de pertinho e fico apaixonada pelas histórias de todas que passam por aqui!

Eu nasci em meio à linhas, tecidos, música e muita criatividade! Quando era bem pequena e ainda morava em Pouso Alegre (MG), passava horas brincando com uma lata cheia de botões da minha mãe. Depois ia para a casa da avó, a melhor costureira da cidade, e me apaixonava por aqueles retalhos de tecido, que viravam bonecas de pano e por aquele manequim, que mefazia criar mil histórias (e eu fui a neta sortuda que herdou a máquina de costura dela!)... com meu pai aprendi a desenhar, a gostar e entender de artes, tintas e pincéis, música. Sou de uma família criativa, que sempre estimulou esse lado lúdico e artístico... e agradeço muito por isso!

Mas não só de artes viveu a minha infância! Como contei esses dias lá no Assim, Sim!, uma das minhas brincadeiras preferidas era administrar a minha empresa imaginária. Transformava mesa da sala de jantar em uma mesa de trabalho cheia de papéis, agendas, canetas, blocos...

Mas sempre fui muito (MUITO!) inquieta... e percorri um longo caminho até chegar aqui!
Em Poços de Caldas fiz faculdade de Arquitetura... mudei e fui para Belo Horizonte estudar Design Gráfico e Web... voltei para a Arquitetura... mudei tudo e fui para Bauru me formar em Relações Públicas.. mudei tudo de novo e vim para Campinas me especializar em Marketing. Mas alguma coisa nesse sonho (e nessa corrida!) de ter um cargo legal em uma empresa bem bacana não combinava muito comigo... vivia presa na ideia do “ah, se eu tivesse meu próprio negócio”!

Foi num final de semana, numa conversa gostosinha de sábado a tarde na casa da minha mãe, que nós duas tivemos a ideia de unir o que mais gostávamos de fazer e criar um ateliê! Assim nasceu o Cupcake Hortelã com as mãos de fada da Helô e a minha grande vontade de empreender... e foi no dia-a-dia do ateliê, na busca por respostas mais específicas sobre gestão, que vi que poderia usar a minha verdadeira prenda e minha paixão pelo mundo da criatividade e criar o Assim, Sim!

Depois de um ano de Cupcake Hortelã e seis meses de Assim, Sim!, posso dizer que encontrei o meu sonho e estou construindo, junto com minha mãe-sócia, nossa grande-pequena-empresa! E transformando o Assim, Sim! em uma verdadeira comunidade colaborativa para o mundo craft que quer fazer do seu hobbie um empreendimento de verdade!

Faz pouco mais de um mês que tenho me dedicado apenas a eles e só posso dizer que os dias estão mais felizes e coloridos, apesar de estar trabalhando mais de 12 horas por dia! Mas tod esse caminho que percorri fez sentido e vejo que cada aprendizado foi fundamental para estar aqui... toda a minha formação artística e profissional se unem hoje no meu próprio negócio! E descobri que minha verdadeira prenda está em escrever e compartilhar, em me relacionar com as pessoas e trabalhar com a criatividade e o coração todos os dias!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Menina Prendada: Pricila Barretos Blum

 queridos, desde que propus a história das "meninas prendadas", elas não param de aparecer por aqui...
tenho achado tão bom conhecer estas mocinhas e suas escolhas, seus anseios e conquistas...
a menina prendada de hoje é a Pricila, que junto com sua mãe, desenvolveu um trabalho muito bacana...
sabe aquelas sacolas de feiras, que por si só já são lindas?! então, elas costumizam as sacolas, combinam tecidos fofos com as tradicionais listras e mais um monte de enfeitinhos... as bolsinhas são pensadas para quem gosta de carregar a própria sacola para levar as compras e descartar as sacolinhas plásticas...
acho que o bacana de quem trabalha com produtos artesanais é a capacidade de criar e recriar... esta originalidade em  ver o mundo com outros olhos!
para ver as outras mocinhas prendadas que já contaram suas histórias no bloguinho, clique aqui... e quem está ensaiando para contar sua história, escreve vai!!!
e para Pri um super obrigada e muito sucesso para A Sacoleira!




Oi Jú, tudo bem?
Conheci seu blog através do Colacorelinha, da Má Stump e depois passeando pelo mundo bloguístico percebi que temos algumas 'amizades virtuais' do mesmo meio (Ana Sinhana, Pat C do Oh! Maria, etc). Lendo seu blog resolvi te contar minha historinha...ando cada vez mais valorizando minhas escolhas e percebi o quanto cresceu esse mundo criativo e artesanal que hoje se chama 'craft'.

Eu sou formada em artes plásticas, sempre fui apaixonada por tintas,canetinhas,massinhas e afins. Minha mãe é uma costureira talentosa que me levava com ela pelos armarinhos da vida e eu, adorava brincar com os alfinetes de cabeça de bolinha colorida, fazendo deles pernsonagens...(ops, ela não era uma mãe desnaturada que deixava criança brincar com alfinete! eu espetava no isopor e ela ficava sempre por perto para eu não me machucar...ehhehe).

Fui crescendo, a vida profissional tomou outros rumos...e cheguei até a fazer outra faculdade 'mais ligada ao campo de trabalho'... Mais um monte de outros rumos surgiram (entre eles um câncer aos 31 anos, recem casada...) aí foi a gota d'água para decidir repensar minha vida, minhas escolhas e meus verdadeiros prazeres.

A Sacoleira nasceu em 2006, junto com minha mãe-costureira-talentosa e com o nicho das 'eco-bags' . Trabalho com a customização de sacolas de feira (em lona e ráfia) e sou apaixonada pelas cores e histórias dos materiais que uso (entre elas toalhas de plástico térmico,daquelas que forram a mesa da casa da vó).

Somos só nós duas e o mundo, trabalho de formiguinha, mas que já conquistou muita coisa bacana e principalmente, a certeza de que estamos no caminho certo. Forneço minhas peças para algumas lojas, consegui algumas parcerias bem bacanas e tenho um orgulhinho danado a cada elogio e reconhecimento do que faço, do que escolhi.

Tenho conhecido muita gente bacana que respeita, entende e admira o trabalho diferenciado do handmade. O importante é achar seu caminho, criar a sua identidade. Fazer o que gosta é para poucos: tenho total apoio do meu marido, que é fundamental para conseguir seguir em frente e dar conta do  papel de mãe (tenho um filho de 2 anos e 10 meses), dona de casa,empresária,etc.

Próximo passo é tentar montar um ateliê... Tô feliz, torço para que cada um consiga encontrar o seu caminho e seguir em frente.
Beijo, saúde e muito sucesso!     

Pricila Barretos Blum     

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Menina Prendada: Letícia Barel

lembram do texto sobre "meninas prendadas" e o convite em aberto para que estas mocinhas se inspirassem a contar suas histórias?! pois bem, recebi várias histórias, que estão esperando para serem publicadas...
já passaram por aqui, a Lu Gastal, a Gigi Serelepe e a Glau Macedo, as três conhecidas no mundo dos blogs...
mas antes de viajar recebi o relato da Letícia, formada em química e que hoje trabalha numa refinaria como operadora, de macacão e capacete! um trabalho que passa longe das prendas, mas seu coração de menina prendada a incentiva a procurar linhas e agulhas nas horas vagas!
vamos conhecer esta história?!
Lê querida, muito obrigada por escrever, com esta carinha tão meiga fica difícil imaginar você de capacete e macacão! e quem mais se inspirar, pode mandar sua história para meu email!

Como eu admiro essas meninas prendadas que ousaram e fizeram da sua paixão o seu trabalho! Seja na costura, pintura, design... Infelizmente (ainda) não me dediquei a isso, mas mesmo assim sou uma menina prendada. Não sabia se deveria escrever ou não, pois como já disse, não sou uma das que enfrentaram todos os desafios de ter o próprio negócio craft. No entanto achei que seria uma bela homenagem que eu poderia fazer à minha avó. A Vó Lourdes.

Não sei se foi pela herança dos genes da minha avó ou se foi apenas pela observação do que ela fazia, só sei que muito do meu lado menina prendada eu devo a ela. Segundo minha mãe, Dona Lourdes era costureira de mão cheia. Daquelas que não precisava nem pegar as medidas das clientes. Fazia roupas para vender e também para os filhos. Lembro que quando criança adorava ficar a assistindo naquela máquina de costurar antiga, preta, de ferro, sabe? Com habilidade controlava a velocidade da costura com os pés na pedaleira e com as mãos ajustava o tecido. Cada gavetinha daquela mesa de costura era uma descoberta de cores, linhas, sianinhas, zíperes. Com ela aprendi como fazer os pontinhos mais básicos de bordado para enfeitar um simples pano de prato. O primeiro foi o ponto correntinha!   

Lembro também de como ela transformava uma simples espiga de milho numa boneca. Os cabelinhos da espiga se transformavam numa longa cabeleira e bastava um vestidinho ou saia feitos de retalhos para completar a boneca. Já grandinha eu resolvi fazer a minha própria boneca. Fiz o molde, costurei à mão e coloquei um cabelo verde, com uma linha mais grossinha que tinha em casa. Fiz até a roupinha. Não cheguei a mostrar para a minha avó, mas acho que ela teria gostado (apesar de ter ficado feia! rs).  

Dona Lourdes também me mostrou que para se fazer uma massa caseira não é necessário nenhum rolo ou instrumento moderno para se esticar ou cortar a massa. Basta boa vontade e uma garrafa de vinho! Com a garrafa ela esticava a massa e com paciência a cortava com uma faca até obter os fios de macarrão para o almoço.   

Enquanto isso eu cresci, fiz curso técnico em Bioquímica, cursinho e faculdade de Química. Nesse meio tempo eu sempre aprontava alguma coisa: era uma barra de calça costurada à mão aqui, outra costurinha ali... E nesse meio tempo a Vó Lourdes se foi. Se foi para deixar saudade em quem ficou.   

Durante a faculdade vi uma amiga usando uma camiseta toda estilizada, adorei! Ela me passou o contato de quem fez a tal camiseta: Ana Sinhana. Foi amor à primeira vista com as coisas que a Ana faz. Comprei a camiseta e depois uma carteira. Uma pena que não pude conhecer a Ana tão bem, sou super fã dela! E foi acessando o site dela que tive contato com o mundo craft e vi que tem muita gente por aí fazendo suas artes! 

Depois de um tempo resolvi comprar uma máquina de costura para mim. Ela é simples, mas é meu xodó. Aprendi a costurar sozinha, lendo o manual. Quer dizer, sozinha não. Tive a ajuda inicial da minha mãe, que me ajudou a passar a linha na máquina pela primeira vez (minha mãe, também menina prendada, sempre presente nos momentos mais especiais!). Hoje em dia faço minhas próprias bolsas, necessaires. Também dou uma de decoradora e mestre cuca. Gosto de tudo que necessite do nosso envolvimento e criatividade. Fazer um bolo crescer, uma bolsinha nascer...  

De vez em quando eu sonho com a minha avó. Num desses sonhos ela veio me contar que já tinha visto a minha máquina e que estava adorando as coisas que eu estava costurando. Prefiro pensar que não foi só um sonho!"

Um grande abraço!

Letícia

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Menina Prendada: Glau Macedo

quando Pedro e eu casamos em setembro, me vi com uma cozinha até que bem equipada, com os presentes todos que ganhamos...assadeiras, panela de wok, batedeira, três formas de tamanhos diferentes com fundo removível, panela de pressão (medo!), liquidificador, inúmeras vasilhas, cacarecos de descascar, ralar, mexer, pegar, abrir... enfim, tudo lindo e sem uso! kkkkk
 era preciso aprender a cozinhar... dos blogs de planejamento do casamento,  para os blogs de receitinhas... e foi assim que encontrei o Quitandoca...
já na primeira visita, ele foi parar em meus favoritos... fiquei completamente encantada com as produções das fotografias que ilustravam as receitas... e cada receitinha... passei a acompanhá-lo e toda manhã, um novo post de deixar a gente com água na boca e suspirando...
e não poderia ser diferente, a Glaucia, a mocinha de olhar sincero, cuida de tudo com muita atenção e todo carinho... de forma as nos fazer sentir convidados a puxar uma cadeira e tomar um café!
e assim sendo, sente-se conosco para "ouvir" a história de menina prendada da Glau!
querida, muito obrigada por dividir sua história aqui no bloguinho e por todo o carinho!



Fiquei pensando desde quando eu sou prendada e me lembrei de uma brincadeira de infância.. eu e minha prima brincávamos de montar uma mesa de jantar bem bonita. Colocávamos prato, copos, guardanapos. Tudo combinando! Eu não ligava pra boneca, mas curtia cozinhar, fazer pequenos trabalhos manuais.

Venho de uma família de artistas, minha avó hoje chegando aos 90 continua pintando seus quadros, minhas tias todas pintam, as primas dos meus pais tem escola de artes em São Paulo. Me lembrei também que um dia destes encontrei com minha avó e ela usava uma bolsinha linda toda trabalhada, perguntei aonde ela tinha comprado e pra minha surpresa, a mãe dela tinha feito! Acho que está na genética! 

O tempo foi passando e na época resolvi fazer faculdade de Psicologia, depois fui pra Neuropsicologia. Neste meio tempo casei e foi então que toda minha vontade de cozinhar, arrumar a mesa bonitinha voltou. Foi um passo pra começar a fazer brigadeiros fofinhos no potinho e então o Quitandoca nasceu. Depois de um ano de casada mudei de cidade e mesmo sem largar a profissão, a vontade de fazer coisas diferentes aumentou. 

Passei a fazer uma série de funções e atividades que nunca imaginaria! Até em campanha política fui trabalhar! E no meio desta busca do que realmente me faz feliz, a fotografia tomou um lugar enorme na minha vida e a Psicologia foi deixada de lado. Se foi fácil largar tudo e tentar ter uma vida diferente da que tinha traçado na minha cabeça? Não, foi muito difícil e ainda é! Mas ser uma menina prendada é muito fácil porque pra mim não precisa ter nenhum talento especial, mas sim ter cuidado e carinho em tudo que faz. Amor. Pode parecer clichê, mas esta estratégia tem dado certo! 

Glau Macedo

terça-feira, 24 de maio de 2011

Menina Prendada: GigiSerelepe

se a vida é "arte do encontro" é na internet que estes encontros podem ir mais longe...
podemos encontrar pessoas de todos os lugares e distâncias e com muitas coisas em comum...
num destes "ir e vir" de cliques conheci a Gigi ou ela me conheceu... tanto faz... pois a empatia foi imediata...
além do encantamento que senti com as fofuras que ela cria...
a Gianini se inspirou e hoje, cá estamos para o segundo post do "menina prendada"... quem não viu o primeiro é só clicar aqui,  para quem ainda não sabe o que é esta história de "menina prendada" leia aqui ...
e caso você se entusiasme a também contar seu relato, me escreva um email, que terei o maior prazer em postar...
Gigi, muuito obrigada querida, por compartilhar aqui sua história... por ajudar a criar uma aliança de mocinhas felizes, capazes de fazerem escolhas que as realizem... 
simmm, semana passada a Gigi apareceu no Quitandoca, com dona Dinorá e uma receitinha fantástica de moedinhas de queijo, olha só...






Buenas, semana passada eu estava andarilhando pelo facebook, quando vi a foto de uma amiga junto com a Ju. Entrei no perfil dela e adicionei como amiga. Na mesma hora ela confirmou o meu pedido de amizade e começamos a conversar. A Ju é uma simpatia só! Papo vai, papo vem, ela me enviou o link do post "Meninas Prendadas" pra que eu lesse. Li e adorei. Hoje, estou aqui para contar como tudo começou.


Então... minha vida crafter começou lá pelos meus 6 anos, quando meu pai me ensinou a fazer tricô! Sim, meu pai! - Ele é filho de crocheteira e irmão de tricoteiras... acabou aprendendo e mais tarde, me ensinando. Muitas mantas eu fiz, com troca de lãs e tudo!

Pouco tempo depois, meu pai me ensinou a fazer aqueles quadrinhos de colchas de crochê. - Fiz muitos, mas não cheguei a formar uma colcha! Mas convenhamos que, com 6 anos, a pessoa nem pensa que,saber manualidades, vai fazer alguma diferença na vida!

Passaram-se alguns anos... fiz meu cursinho pré vestibular, passei em Programação Visual e fui estudar na cidade vizinha. Ia e voltava, todo santo dia. Até que consegui ser bolsista e fiquei feliz da vida com o meu meio salário! :D Então foi aí que a gigiSerelepe nasceu!
 Eu era bolsista, mas mesmo assim precisava de um dinheirinho a mais, pois o curso saia caro com impressões, materiais e ainda tinham as passagens!

Foi então que eu tive a idéia: estojos!
Claro! Onde nós, alunos, colocaríamos todas aquelas réguas e esquadros, todas aquelas lapiseiras de todos os tipos de grafites, escalímetros e tudo mais?! Em um estojo, ora bolas!
Comecei na própria sala de aula, aproveitando aquelas mesas gigantes e com réguas paralelas, a fazer os moldes dos tais futuros estojos! - nada muito elaborado, porque eu nem sabia costurar, imagina fazer moldes!
Já fui avisando pra todo mundo que na outra semana eu teria novidades  e todas as minhas amigas e professoras se empolgaram! E eu também, claro!

Comprei os tecidos coloridos, o brim e os zíperes - que eu nem imaginava como se colocava, em Pelotas mesmo, e fui pra Rio Grande produzir. Cheguei tão empolgada que nesse dia fiz mais de vinte e cinco estojos! No outro dia cheguei na faculdade e em menos de 15 minutos já tinha vendido tudo, e teria encomendas para semana!!!

Fui me empolgado com as vendas e resolvi criar mais. 
Então foi a vez das bolsas. Fiz uma bolsa simples pra mim, minhas colegas gostaram fui fazendo os estojos, nécessaires, bolsas até que resolvi fazer chaveiros. Com os próprios chaveiros, comecei a fazer móbiles. Tudo saía na mesma hora em que eu chegava, e assim consegui sustentar as despesas do curso e guardar um pouco para fazer o estágio curricular. Casei com um também designer e vim morar em Porto Alegre com a intenção de seguir na carreira. E foi o que aconteceu por apenas um ano! Trabalhei em uma agência de publicidade, mas resolvi largar tudo e costurar, costurar e costurar! 

Deu certo por pouco tempo... vi que a coisa não era tão fácil. Vi que minha vontade teria de esperar mais um pouco! Voltei a trabalhar, desta vez em uma produtora onde, mais uma vez, não fui muito longe!
Hoje, faço as duas coisas que mais gosto: costuro em casa meus produtinhos para a gigiSerelepe, e trabalho em uma loja onde dedico a maioria dos meus dias como designer e dois deles, como professora de costura! :)
Tudo de bom, né?!

Gianini Tavares Pereira, a Serelepe.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Menina Prendada: Lu Gastal

ahhh que felicidade...
e não é que recebi a história de uma "menina prendada" em resposta a este post aqui...
a ideia era que pessoas que fizeram novas escolhas em suas vidas, compartilhassem esta decisão que envolve toda uma mudança de rumos e as vezes, até de paradigmas... a vontade de perceber que não estamos sozinhos e também servir de incentivo para quem está passando por este dilema...
quem nos escreve é a querida Lu Gastal de Porto Alegre, que só pelo sorriso já dá para sentir, ela é pura simpatia...
Lu muuito obrigada!


Nesse findi, passeava pelo blog da Ju quando vi o desafio às meninas prendadas. Embora eu não seja mais tão menina assim, tenho certeza que meus avós, se aqui ainda estivessem, me julgariam um exemplar dessa expressão, que eles falavam em alemão... e eu saía repetindo, lá pelos meus 9, 10 anos,  toda faceira, com sorriso no rosto “eu sou uma menina prendada.. eu sou uma menina prendada”! (eu era, sim, prendada, quando os ajudava a lavar a louça ou outras pequenas tarefas domésticas!).

Bem, cresci, e os dotes domésticos foram de afastando mim. Casei com um cozinheiro de mão cheia, e tenho um anjo da guarda que cozinha everyday (comidinhas gostosas e bem caseiras). Virei advogada, mãe de duas gurias fofas (meus melhores projetos, até a presente data), e posso dizer que fui prendada em ambas as tarefas. Depois de  mudanças e várias sacudidas na vida, um belo pontapé na bunda no meu último emprego (sempre digo que os pontapés são úteis, pois jogam a gente prá frente) e algumas experiências nessa vida autônoma no decorrer dos anos, fui ensaiando ter um negócio prá chamar de meu. Até que, no ano passado, abri as portas desse espaço, onde divido os meus dias, entre o lar e a família.

Posso dizer que sou prendada, sim, porque fui ousada. Depois de a loja , descobri que não tinha a mínima experiência prática em empreender, além dos cursos e seminários que participei nos últimos 5 anos. O dia-a-dia de um business próprio não é lá muito glamouroso. No meu caso, o negócio depende de mim, essencialmente de mim. Filha de pecuarista, sou  adepta da frase “o olho do dono é que engorda o boi”. Assim, me considero prendada, na arte de me permitir suspirar a cada vez que me sinto cansada, na arte de ter fôlego a cada momento de desânimo puro, na arte de vibrar com os mínimos detalhes que, hoje em dia, me fazem tão feliz!

Ah... não tenho prendas domésticas, como dizem aqui nos pampas... no máximo preparo umas sobremesas simples e gostosinhas, um bolo sol e essas coisinhas fáceis que toda mulher faz ( a Glau Quitandoca vai me matar...). Mas, confesso  aos leitores do blog da Ju, preparo um chimarrão (mate quente) com muita destreza e capricho, e é a ele que eu dedico a energia dos meus dias!!!!!

sábado, 14 de maio de 2011

Meninas Prendadas

  hoje estou com vontade de escrever...
toda vez que sento à mesa para dar forma as minhas criações, minha mente encontra espaço livre para divagar... pensa em mil coisas, as vezes em coisa alguma... compõe roteiros inteiros e as vezes faz com que eu fale sozinha... mas estes dias, minhas sinapses me trouxeram várias pessoas...
todas elas conhecidas desde que comecei a trabalhar com design-artesanal...
toda vez que recebo alguém no ateliêzinho, lá se vão muitos minutos de conversa e é incrível a minha curiosidade com a vida alheia... como a pessoa chegou até mim, o que ela faz, cores preferidas, com conheceu o marido ou namorado, se gosta de café doce ou ao natural, se prefere as tiarinhas maiores ou menores... quando vejo, já tenho uma nova amiga... não consigo ter clientes, pois todas acabam virando boas amigas... e isto é válido também para todas aquelas que chegam via internet, de várias distâncias...
mas na verdade, o que minha cabeça me fez pensar estes dias de devaneios, é que cada vez mais, tem aparecido em meu caminho, pessoas que seguiram seu coração, que tomaram as rédeas de suas vidas e que hoje são pessoas felizes... muitas com formações específica, mas que sem medo, escolheram uma nova opção... os planos B cada vez mais fortes...
seja por uma demissão, ou por estarem frustradas, ou por terem alguém que as apoie ou simplesmente, serem capazes de admitir que a escolha inicial não combinava com sua essência...
seja também por não resisitirem a um armarinho e sentirem mais prazer em comprar materiais que peças prontas... porque um pote de botões coloridos é capaz de disparar um coração...
encontrar estas pessoas com suas histórias, me alegra, me fortalece e me faz ter a certeza de que aquela voz que ouvimos baixinha, vinda do coração é verdadeira... não importa se somos historiadoras, publicitárias, engenheiras, psicólogas, zootecnistas, advogadas, fisoterapeutas ou what ever...
vale mesmo a paixão que carregamos, seja pelas agulhas, pelos tecidos, pelos ingredientes, utensílios de cozinha, lantejoulas, tinta fresca, papéis, terra e sementinhas...
vale a felicidade de nos sabermos capazes e de nos reconhecermos como meninas prendadas...
mas somos meninas prendadas moderninhas, com ótimas formações e livres o suficiente para escolhermos...
fica aqui um convite, se você é uma menina prendada, independente da situação em que se encontra, escreva a sua história, envie para jupadilha79@gmail.com , que terei o maior prazer em dividí-la aqui no bloguinho com todas as outras pessoas queridas, que passam por aqui diariamente... será que terei alguma voluntária?! tomara!!
um beijo para todas as meninas prendadas!

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