quarta-feira, 30 de março de 2011

Crônicas de Dona Regina

dona Regina sempre escreveu... 
caderninhos, agendas, papeizinhos... muitos discursos de paraninfa, cartões de aniversários e casamentos... pensamentos, notas de livros e versos de música...
já propus várias vezes organizar um blog para ela, mas ela não gosta da "obrigação" de escrever e já avisou, quer escrever livre, leve e solta... e se há mãe coruja, a bem da verdade é que há filha coruja também e assim sendo, pensando nos montes de palavras engavetadas, ofereci uma dia da semana, para ela publicar suas crônicas no bloguinho, caso ela queira... e espero que ela queira sempre...  vamos à estréia...

"Nina"
por Regina Padilha

 Chegou em casa no dia 2 de abril de 2002, presente de uma amiga muito querida, para minha filha. Tão pequena que sua primeira caminha foi uma caixa de sapatos, da qual ela não conseguia sair sozinha. 
Depois as fronteiras da caixa foram rompidas e à medida que ocupava, na casa, novos territórios, feito posseira foi ocupando nossos corações, onde instalou-se sem a menor cerimônia. Hoje em dia é parte da família, amor incondicional, sentimento em que a comunicação é feita por olhares lânguidos e devotados.

Passeio com ela pela Praça Sete e satisfeita da vida ela vai’‘trotando elegante” e vez por outra dá um pulinho e lambe minha mão, gesto que interpreto como -“estou feliz... -”. Dia destes, cruzei com um senhor que olhando para ela, disse -“ela está velhinha, né?”- E aí, fiquei tão sem graça, diria até que ofendida...

Mas assim é, uma amiguinha legítima representante dos cachorrinhos SRD ( sem raça definida ), estes adoráveis vira latas que povoam todo o Brasil, para a alegria de quem tem a devoção e companhia de um.

Penso que o único problema de Nina, é uma crise de identidade – tenho comigo que ela não sabe que é cachorro – pois morre de medo dos seus irmãozinhos, tendo inclusive rejeitado vários pretendentes que a cortejaram durante sua vida, e olha que alguns eram bem bonitões, entretanto se derrete toda diante de um colinho de gente...

Aí fico pensando em como um bichinho pode querer tanto e ser tão querido e não consigo compreender quem maltrata ou abandona seja lá, um gato, um cachorro ... Nós, da legião dos que amam cachorros, bem sabemos o quanto é salutar compartilhar a vida com um animal de estimação e seria desnecessário lembrar de tantos episódios reais de  melhoras efetivas em  terapias que trabalham pacientes com a presença e o carinho de bichos, sobretudo porque entre um bichinho de estimação e seu dono ou quem lhe dá atenção  ocorre a mais importante das linguagens, aquela que não usa palavras, mas em que a comunicação estabelece-se através do olhar.

Enquanto escrevo, tenho a meus pés esta Ninoca querida e desejo à todos vocês, a alegria, o conforto , a companhia  e a ternura que recebo dela, num olhar silencioso, mas que traduz o quanto somos importantes uma para a outra...

10 comentários:

Juliana Buosi disse...

Que lindo!

Adorei, espero ler muito D. Regina por aqui.

Poderia dizer que sua sensibilidade é genética Juju, vc é tão especial quanto sua mãe.. ou o contrário.

Dona regina, coloca pro mundo todo esse talento maravilhoso.
Obrigada por me privilegiar com o texto.

Beijos

Dan disse...

ehehe
que fofa!

adorei a nova seção do blog.
Parabéns D. Regina!

bjo pras duas!

Mi Vargas disse...

Talento - e simpatia - é de família viu?
Me emocionei com o texto da sua Mama!
AMEI a novidade... espero muito ler Dona Regina por aqui!!!

Beijos às duas queridas!

Caixinha de Surpresa disse...

Ai que lindo! :*
Chorei...rs

Anônimo disse...

Ah, avisa D. Regina, minha professora que guardo com muito carinho na memória, que me arrancou suspiros! Lembrei muito do meu Tommy, que faleceu este Janeiro... Af, esses bichinhos enchem mesmo nosso coração, nosso dia, nossa vida!

Não vejo a hora de ler a próxima!

Obrigada Jú, obrigada D. Regina!
Beijos

Bia Valeri disse...

Eeer, anônimo não, sou euzinha, Bia Valeri!!!

Toda Bossa é Prosa disse...

Da pra ver na genética os traços delicados, a criatividade, a propriedade para transformar os sentimentos em Arte. Tocada com o texto. Tenho tanto carinho por esses bichinhos, que me derreto sempre. Totalmente ternurinha a Nina e sua mamy, sem palavras...
Um texto digno de ficar na expectativa dos próximos.
Parabéns por essa substância de vivências que enche nossos dias de Alegria e Orgulho! Bjux Gde

Anônimo disse...

Ah, mas estou toda, toda, com tanta delicadeza...
Ju, meu bem, obrigada por me entusiasmar tanto e me dar carona com seus seguidores e à vocês que me deram o privilégio da atenção e mais ainda de comentar, agradeço palavras tão deliciosas, que confesso, fizeram um bem deeesse tamanho.
Beijo grande.Regina.

Jacqueline disse...

Oi Regina!
Meu comentário vem atrasadinho somente pela falta de internet nesse período que estou em Floranópolis, porém não pude deixar de vir aqui dizer o qto gostei de ler sua crônica de sabor suave, delicado e cheio de emoção.
Leitura que nos acalma e nos remete ao desejo de tb ter um amiguinho desses...
Estou sem esse previlégio, mas espero sinceramente que seja somente por enquanto...rss
bj grande!!!

mArCeLe disse...

Own meu Deussss coisinha mais fofa essa Nina!!! =)

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